Qual Sua Formação?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Índice de Acidez

1, Objetivo


verificar a existência de ácidos graxos livres em óleos e gorduras
          
- pesquisar a quantidade deles nessas substâncias
          
- avaliar criticamente a conseqüência da presença de ácidos graxos livres nesses produtos
2. Princípios teóricos
          Como vimos, os ácidos graxos (AG) participam da constituição dos mono, di e triglicerídios, principais constituintes dos óleos e gorduras. Você deve se lembrar que os ácidos graxos não passam de ácidos carboxílicos que apresentam uma característica que os diferenciam dos demais constituintes desse grupo: cadeias longas e insaturadas. Por serem ácidos carboxílicos, os ácidos graxos podem ser neutralizados por ação de uma base forte, como o hidróxido de sódio (NaOH) e o hidróxido de potássio (KOH).

observação!

          Se os AG são constituintes dos óleos e gorduras,na forma de mono, di e triglicerídios, uma grande quantidade de AG livres indica que o produto está em acelerado grau de deterioração, certo? Certo. A principal conseqüência disso é que o produto torna-se mais ácido. Um elevado índice de acidez indica, portanto, que o óleo ou gordura está sofrendo quebras em sua cadeia, liberando seus constituintes principais, os AG (veja a reação abaixo)e é por esse motivo que o cálculo desse índice é de extrema importância na avaliação do estado de deterioração (rancidez hidrolítica) do óleo ou gordura que consumimos.

O índice de acidez corresponde à quantidade (em mg) de base (KOH ou NaOH) necessária para neutralizar os ácidos graxos livres presentes em 1 g de gordura.

3. Procedimento Experimental
        a) Reagentes e soluções
        - solução de éter etílico e etanol 95%, na proporção de 2:1
        - solução indicadora de fenolftaleína 1% *
        - solução de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 M padronizado
        - óleo (de soja ou qualquer outro tipo)

b) Vidraria e instrumental
         
 
- três erlenmeyers de 25 mL
- bureta de 25 mL
- suporte para bureta
          3.1.Material
          * Preparo da solução indicadora de fenolftaleína: dissolver 0,1 g de fenolftaleína em 10 mL de etanol 95%.
     3.2. Procedimento
     1. Pesar 28 g de amostra de óleo em erlenmeyer de 250ml (realizar procedimento em triplicata);
     2. a cada um dos erlenmeyers adicionar 50ml da solução éter-álcool (2:1) e 3 gotasl do indicador;
     3. titular com hidróxido de sódio 0,1M até o aparecimento de coloração rósea (a coloração deve persistir por, no mínimo, 30 segundos para que seja considerado o fim da titulação).
     4. anotar o volume de base gasto para cada amostra;
     5. calcular o índice de acidez (IA).
     
      O volume de base que será utilizado no cálculo do índice de acidez (IA) será a média dos três valores
obtidos com a realização da triplicata. 





Cálculos:


 Supondo que na titulção de 10g de um determinado óleo, foram gastos 12 ml de uma solução de KOH 1M. qual o índice de acidez ?
                       


                                                 mg de base
                                          Ia = ________
                                                 g de gordura 


   Volume Gasto de KOH = 12 ml 
A solução de 1M indica que:  1000 ml de sol._________ 1 mol de KOH
                                                 12 ml     _________   x
                                                       
                                                         x= 0,012 mol de KOH

   1mol de KOH ______________ 56,1(MM do KOH)
       0,012 mol ______________ m


m=0,673 g de KOH (673 mg)


                          mg de base               673 mg 
                  Ia= _______      Ia= ________  Ia = 67,3 mg de KOH/g de óleo
                           g de óleo               10 g                   
             




Bibliografia 
www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/praticas_lipidios/indice_acidez.htm

Cromatografia

CROMATOGRAFIA

É um método físico-químico de separação dos componentes de uma mistura. Baseia-se nas diferentes  distribuições desses componentes em duas fases: Uma fase estacionária (que permanece parada) e uma fase móvel (que se movimenta no sistema). Durante a passagem da fase móvel os componentes serão seletivamente arrastados por ela e ao mesmo tempo retidos pela fase estacionária, ocasionando diferentes migrações e diferentes posições dos componentes da mistura.

 CROMATOGRAFIA DE CAMADA DELGADA (CCD)

            Consiste na separação dos componentes de uma mistura através da migração diferencial desses componentes quando arrastados pela fase móvel (solvente) sobre uma camada delgada de adsorvente. Oferece separação em breve espaço de tempo, é versátil, apresenta grande reprodutibilidade, é de fácil execução. Por todas estas vantagens, é indispensável em laboratórios que realizam análise de substâncias orgânicas e organometálicas. É mais usada na separação de substâncias hidrofóbicas.
Classificação: de acordo com o mecanismo de separação esta cromatografia é classificada, de um modo geral, como sendo uma cromatografia de ADSORÇÃO. De acordo com o estado físico das duas fases é também classificada como uma cromatografia líquida-sólida.  
Mecanismo de separação dos componentes: está fundamentado no fenômeno de ADSORÇÃO, que é o depósito ou a retenção seletiva de substâncias sobre  a superfície de sólidos finamente divididos, por efeitos de forças eletrostáticas. Os adsorventes mais usados são: a sílica (SiO2) e a alumina (Al2O3).  A sílica é um sólido, altamente poroso, e é um dos adsorventes mais utilizados em cromatografia. Existem vários tipos no mercado. Alguns tipos “Merck”: sílica “G” - apresenta em sua composição substâncias aglutinantes (10 a 15% de gesso ou 1 a 3% de amido) com o objetivo de fixar o adsorvente sobre a placa de vidro; sílica “H”- não contém aglutinantes. É usada em cromatografia de coluna; sílica “F”- contém substância fluorescentes; sílica “P”- para uso em camadas Preparativas.
Preparação das placas: para a preparação das placas deve-se primeiramente assegurar a completa limpeza das mesmas. A quantidade de adsorvente (espessura da camada) deve ser de: 0,3 a 0,5mm - qualitativa; 0,6 a 1,0 ou 3,0mm - preparativa. A relação quantidade de amostra/espessura da camada de adsorvente é importante. Como suporte para a camada de adsorvente podemos utilizar placas de vidro de tamanhos variados: 2,5x7,5cm; 10,0x20,0cm; 20,0x20,0cm.
            Existem várias formas de se preparar uma placa cromatográfica, sendo a mais usada a que utiliza espalhadores do adsorvente. Faz-se uma suspensão do adsorvente com um solvente adequado e mantendo-se a placa na horizontal, transfere-se a suspensão para a superfície da placa, espalhando-se de maneira bem uniforme. Deixa-se em repouso por alguns minutos e então faz-se a ativação das placas. A ativação consiste em deixar a camada de adsorvente seca (livre do solvente usado na suspensão). O tempo e a temperatura para isso dependem do adsorvente e da atividade desejada. A camada de sílica é ativada deixando-se as placas na estufa (105 - 110ºC) por 30 - 60’. Para conservá-las secas as mesmas devem ser guardadas em dessecadores.
Fase móvel: o solvente ou mistura de solventes tem papel fundamental na separação de misturas. Entende-se que existe uma competição entre as moléculas da fase móvel e da amostra, pela superfície do adsorvente. Portanto, a escolha da fase móvel tem que considerar a natureza química das substâncias a serem separadas e a polaridade da fase móvel. Deve-se tomar como base a “série eluotrópica “ dos solventes (solventes em ordem de polaridade). O poder de eluição está diretamente relacionado com a polaridade. Série eluotrópica (no final).

Aplicação das amostras na cromatografia: em geral usam-se soluções de 0,1 a 1,0%. Pode-se utilizar micropipetas ou microseringas, que permitem determinar a quantidade de substâncias colocada nas placas. Quando não é exigida a quantidade de amostra pode-se  usar capilares de vidro. As gotas devem ser aplicadas 1,5 a 1,0cm acima da borda inferior da placa (ponto de partida).

Reveladores cromatográficos: são agentes físicos (ultravioleta, por exemplo) ou químicos (vapores de iodo, H2SO4, por exemplo) que tornam visíveis as substâncias separadas.

Constantes cromatográficas: são características reproduzíveis em um dado sistema cromatográfico. Por exemplo Rf (Rate of flow) que é a relação de deslocamento dados pela relação de deslocamento do soluto pelo deslocamento do solvente.
Série eluotrópica
- pentano
- éter de petróleo
- ciclohexano                         
- benzeno
- clorofórmio
- éter etílico                           aumento da polaridade
- acetato de etila
- acetona
- propanol                                                   
- etanol                                                                    
- metanol
-  água


CROMATOGRAFIA EM COLUNA

            Os métodos cromatográficos líquido-sólido (adsorção) podem ser realizados numa coluna recheada com um sólido (fase estacionária) e uma fase móvel líquida, onde a adsorção ocorrerá entre as superfícies das fases móvel e estacionária. Dependendo do tamanho da coluna usada, é facilmente aplicada para fins preparativos, devendo ser monitorada, principalmente por cromatografia em camada delgada.
Separação de pigmentos vegetais
Amostra: Preparar a amostra, fervendo 50g de folhas de espinafre, das quais foram removidas as nervuras centrais, em 100 mL de água destilada, por 1-2 minutos. Resfriar rapidamente e decantar o líquido. Secar as folhas com papel absorvente e colocá-las em um almofariz com uma mistura de éter de petróleo (30-60oC) e acetona (80:20), triturando para obter uma solução verde que é decantada em um tubo de ensaio.
            Utilizar éter de petróleo (30-60oC) e acetona como fases móveis, alumina (malha de 200-400) como fase estacionária e uma coluna de vidro, de aproximadamente 0,5 x 15 cm, provida de torneira.
Preparação da coluna: Quanto mais uniforme for o enchimento da coluna maior será a sua eficiência. Durante o enchimento o ar pode ficar retido entre as partículas, para evitar que isso ocorra deve-se agitar o adsorvente num frasco, com a fase móvel, até a constituição de uma pasta, a qual será colocada dentro da coluna, já contendo 1/3 da fase móvel. Nesta operação acompanhada por vibração da coluna e, deixando o material assentar gradualmente, obtém-se uma razoável homogeneidade no enchimento. Deve-se evitar deixar a coluna secar durante o enchimento ou a eluição, porque aparecem rachaduras na coluna, o que prejudicará a separação cromatográfica.
            A coluna, de altura de aproximadamente 6 cm, será preenchida com uma suspensão de alumina 2g em éter de petróleo.

Obs.: No 1º período são abordados aspectos teóricos e práticos em apresentação com figuras e fotos em “data show” pelo docente. A Atividade prática de cromatografia, condicionada à condições técnicas específicas, será realizada no 2º período na disciplina de Química Geral e Orgânica.

Procedimento experimental (2º período):

a)     Cromatografia em coluna
Utilizar um conta-gotas para transferir uma porção da amostra para o topo da coluna e abrir a torneira até a solução atingir o nível do recheio. Iniciar a eluição com éter de petróleo. Coletar a banda amarela quando esta começar a sair da coluna. Mudar a fase móvel para acetona e coletar a banda verde.
A solução amarelada contém uma mistura de carotenos, enquanto que a solução de coloração verde contém uma mistura de clorofilas. As soluções assim separadas serão analisadas por cromatografia em camada delgada.

b)     Cromatografia em camada delgada
Aplicar com auxílio de um capilar as duas soluções de pigmentos na extremidade de uma placa de sílica-gel ativada. Repetir o mesmo procedimento em uma segunda placa. Deixar secar as duas placas e colocar a primeira na cuba A e a segunda na cuba B, as duas cubas cromatográficas já deverão conter as seguintes fases móveis:
Cuba A – fase móvel: acetona/éter de petróleo 1:4
Cuba B – fase móvel: acetona/éter de petróleo 1:11
Tampar as cubas e aguardar até o solvente atingir 1 cm antes do topo da placa, retirar as placas das cubas, deixar secar e revelá-las com luz ultravioleta e com vapores de iodo.